segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Roubado o Cofre que tinha na Cruz do Pindoba ano 1947 - A Cruz do Pindoba e o Furto do Cofre - Um registro histórico e social de Guaíra-SP ano1947 – Capela do Pindoba Guaíra-SP – Acervo Jornalístico Museu Municipal de Guaíra-SP Jornal O Guaíra – Blog Ernani Carreira

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A Cruz do Pindoba e o Furto do Cofre
Um registro histórico e social de Guaíra (SP) 1947
23 de fevereiro de 1947

Roubado o Cofre que tinha na Cruz do Pindoba ano 1947 

Acervo Jornalístico
Museu Municipal Maria Carolina Alves Lellis
• Guaíra – SP
• Rua 6 nr 378 entre as Avenidas 7 e 9
• Próximo à Praça São Sebastião Guaíra SP
• Apoio Cultural Informativo
• Ernani Carreira Carvalho

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Foto Na Cruz do Pindoba Roubo do Cofre
Hoje Local Capela do Pindoba Guaíra SP.

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O texto jornalístico relata um episódio ocorrido em uma das estradas de rodagem da região de Guaíra, onde se localizava a conhecida Cruz do Pindoba, ponto de devoção popular amplamente frequentado pela comunidade.

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A cruz possuía um cofre destinado à coleta de donativos voluntários deixados por fiéis e visitantes, cuja finalidade era a futura construção de uma capela no próprio local.
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Esse detalhe revela a forte presença da religiosidade popular e da organização comunitária como base para a edificação de espaços sagrados no interior paulista.
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O episódio descrito narra o furto e vandalismo praticados contra esse símbolo religioso.
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Segundo o relato, indivíduos “maldosos e sem escrúpulo” arrancaram o cofre da cruz, arrombaram-no e subtraíram pequena quantia em dinheiro, descrita como “alguns níqueis”.
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O valor irrisório reforça o caráter não apenas criminoso, mas também moralmente ofensivo do ato, uma vez que o objetivo dos donativos era coletivo e religioso, não lucrativo.
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O texto destaca ainda um agravante simbólico de grande relevância histórica e cultural: após o furto, os autores jogaram o cofre no matagal e arremessaram ao chão a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que se encontrava acima do cofre.
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Esse gesto ultrapassa o simples crime patrimonial e assume caráter de profanação religiosa, o que explica o tom indignado do autor e a forte carga moral do relato.
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A conclusão do texto, ao afirmar que “ainda há quem diga que os selvagens já desapareceram”, reflete o discurso moralizante típico da imprensa da época, que associava vandalismo e criminalidade à ideia de barbárie e ausência de civilização.
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Essa linguagem, hoje entendida como excessivamente dura, era comum em registros jornalísticos antigos e ajuda a compreender os valores sociais e culturais do período.
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Do ponto de vista histórico, o relato é valioso por documentar:
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• a existência da Cruz do Pindoba como marco religioso e comunitário;
• a devoção popular e a prática de arrecadação para construção de capelas;
• conflitos sociais e atos de vandalismo em áreas rurais;
• o estilo narrativo e moral da imprensa local de época.
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Assim, o texto não apenas registra um fato isolado, mas preserva um fragmento da memória religiosa, social e cultural de Guaíra, permitindo compreender a relação da comunidade com seus símbolos de fé e com a noção de ordem e respeito coletivo.
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Acervo Jornalístico
Museu Municipal Maria Carolina Alves Lellis
• Guaíra – SP
• Rua 6 nr 378 entre as Avenidas 7 e 9
• Próximo à Praça São Sebastião Guaíra SP
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• Apoio Cultural Informativo
• Ernani Carreira Carvalho

Comentário Histórico “Na Cruz do Pindoba” (1947)
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Este texto (Foto Na Cruz do Pindoba noticiamos) publicado no Jornal O Guaíra, em 13 de abril de 1947, é um documento emblemático da vida social, religiosa e moral da Guaíra do pós-Segunda Guerra Mundial.
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Foto Roubado o Cofre que tinha na Cruz do Pindoba.
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Hoje local Capela do Pindoba Guaíra SP.
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📌 Esse registro histórico mostra:
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• a força da fé e da união popular;
• o jornal como instrumento de vigilância social;
• a ética como base da convivência;
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📖 Preservar esse tipo de documento é preservar valores.
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Ontem como hoje, o que é público deve ser respeitado.
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Acervo Jornalístico
Museu Municipal Maria Carolina Alves Lellis
• Guaíra – SP
• Rua 6 nr 378 entre as Avenidas 7 e 9
• Próximo à Praça São Sebastião Guaíra SP
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• Apoio Cultural Informativo
• Ernani Carreira Carvalho
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Não se trata apenas de uma nota policial ou de denúncia pontual; é um retrato direto da relação entre fé, comunidade e vigilância social em um período em que o jornal impresso exercia papel central de autoridade pública.
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A chamada “Cruz do Pindoba” aparece como um espaço sagrado em formação.
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Ainda antes da construção da capela, já existia ali um cofre comunitário destinado à arrecadação espontânea de recursos, o que revela uma prática comum da época: a obra religiosa como esforço coletivo, sustentado pela confiança mútua e pelo compromisso moral dos fiéis.
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O furto do cofre, seguido da substituição por outro e novamente violado por meio de “chave falsa”, evidencia uma quebra grave desse pacto social.
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A linguagem do texto é contundente, irônica e moralizante.
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Termos como “sabido ou sabida”, “espertalhona ou espertalhão” e “gaita” demonstram o estilo jornalístico direto e popular da época, sem eufemismos.
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O jornal não apenas informa; ele julga, adverte e ameaça expor publicamente os infratores.
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A frase final — “publicar o nome destes que roubam, em letras bem grandes” — deixa claro que a vergonha pública era considerada uma forma legítima de punição social, anterior ou paralela à atuação do Estado.
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Outro ponto relevante é a ortografia original (“Ha tempos”, “cae”, “afim”), que reflete o padrão linguístico do período e reforça o valor histórico do documento.
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Preservar essa escrita é preservar o tempo, o contexto e a mentalidade de 1947.
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Sob uma leitura contemporânea, o texto também revela a fragilidade dos mecanismos formais de controle da época e a forte dependência da moral comunitária como instrumento de ordem social.
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A igreja, o jornal e a opinião pública funcionavam como pilares reguladores do comportamento coletivo.
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Em síntese, este recorte histórico vai além da denúncia de um furto.
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Ele expõe como a sociedade Guairense se organizava, quais valores defendia e como reagia às transgressões.
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É memória, identidade e alerta.
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Um documento que conecta passado e presente e nos lembra que a construção do patrimônio material e simbólico sempre exigiu responsabilidade, ética e participação coletiva.
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